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Apresentação Web realizada para a disciplina de 
Iconologia II 
- UFPEL

Robert Smithson (1938-1973)
Sol LeWitt (1928)
Robert Morris (1931)
Carl Andre (1935)
Christo & Jeanne-Claude (ambos nascidos em 1935)
Walter de Maria (1935)
Dennis Oppenheim (1938)
Richard Long (1945)
Richard Shilling (1973)
Andy Goldsworthy (1956)
Chris Drury (1948)

Referências

 

 

 

 

 

 

 

   

Christo & Jeanne-Claude

Christo Vladimirov Javacheff, mais conhecido pelo primeiro nome, é um artista plástico americano descendente de búlgaros que se formou na Academia de Belas Artes de Sofia, na Bulgária. Além de trabalhar lavando carros e em restaurantes, Cristo tinha que fazer pinturas e esculturas para vender e poder se sustentar. Foi assim que conheceu Jeanne-Claude Marie Denat, – americana descendente de franceses – pintando um quadro para a sua mãe. Ambos se apaixonaram e – apesar de Jeanne-Claude ser formada em Filosofia e não ter nenhum conhecimento em artes plásticas até então – começaram a trabalhar juntos e mudaram seu nome artístico para Cristo e Jeanne-Claude (e não o contrário!).

Em 1964 vai viver para Nova Iorque.Entre 1958 e 1963, realiza em Paris os seus primeiros trabalhos, um conjunto de objetos que denomina embrulhos e para os quais utiliza garrafas, caixas, roupa ou plástico. Nesta altura junta-se ao grupo KWY, formado por seis artistas portugueses e um pintor alemão, causando especial interesse da crítica pelos objetos embrulhados que expõe em Paris e em Lisboa. A ideia de revestir objetos facilmente identificáveis com uma nova pele aproxima-se da prática de transformação de objetos familiares bastante difundida pelos novos realistas na década de 60. Entre as peças que produz durante este período pode referir-se, como exemplo, a escultura "Máquina de Calcular Embrulhada", realizada em 1963.



Em 1969 os seus trabalhos ganham maior escala e adquirem igualmente um caráter efêmero. A intervenção "Costa Embrulhada", de 69, inicia o conjunto de grandes intervenções que o tornaram mundialmente conhecido. Entre 1970 e 1972 realiza o Valley Curtain, que consistia numa grande tela laranja colocada entre duas encosta de um vale. Quatro anos depois concretiza, na paisagem árida da Califórnia, um projeto ainda mais vasto, o "Running Fence", o qual usa uma vedação em tela de nylon com cerca de cinco metros de altura e com uma extensão de trinta e oito quilômetros. Estas obras serviram como tema de filmes documentários dos realizadores Albert e David Maysles.
Noutros grandes projetos, propõe o embrulho de ilhas na baía de Biscayne (Florida, 1983) e a colocação de enormes guarda-chuvas nas paisagens da Califórnia (1991).
Se a eleição do ambiente natural como suporte ou objeto das suas ações o aproximam das tendências da Land Art, algumas intervenções em edifícios ou estruturas arquitetônicas em meios urbanos cortam com a exclusividade do meio natural como suporte para a obra de arte. Os trabalhos em que embrulhava grandes objetos ou edifícios inteiros tornaram-se os mais famosos e mediáticos da sua carreira. São exemplo as intervenções efêmeras na Pont Neuf, Paris, realizada em 1985, e no Reichstag de Berlim em 1995.
Dois denominadores comuns acompanham o trabalho de Cristo e de Jeanne-Claude: a vontade de esconder e transformar objetos fortemente ancorados no imaginário do público, através da colocação de um véu que lhes dá uma qualidade irreal e a abordagem de uma vasta gama de escalas, desde pequenos objetos e máquinas a estruturas arquitetônicas completas ou setores de paisagem.